Si vienes a buscarme
asegúrate de aglutinar
color y ramas,
saliva y trigo.
Siempre hay algo que cruje, algo que empuja, algo que precisa ser observado. La sensación de que alguien alberga algo, o de que algo siempre alberga alguna cosa.
É pau, é pedra, é o fim do caminho
É um resto de toco, é um pouco sozinho
É um caco de vidro, é a vida, é o sol
É a noite, é a morte, é o laço, é o anzol
É pereba do campo, é o nó da madeira
Caingá, candeia, é o Matita Pereira
É madeira de vento, tombo da ribanceira
É o mistério profundo, é o queira ou não queira
É o vento ventando, é o fim da ladeira
É a viga, é o vão, festa da cumueira
É a chuva chovendo, é conversa ribeira
Das águas de março, é o fim da canseira
É o pé, é o chão, é a marcha estradeira
Passarinho na mão, pedra de atiradeira
É uma ave no céu, é uma ave no chão
É um regato, é uma fonte, é um pedaço de pão
É o fundo do poço, é o fim do caminho
No rosto o desgosto, é um pouco sozinho
É um estrepe, é um prego, é uma ponta, é um ponto
É um pingo pingando, é uma conta, é um conto
É um peixe, é um gesto, é uma prata brilhando
É a luz da manhã, é o tijolo chegando
É a lenha, é o dia, é o fim da picada
É a garrafa de cana, o estilhaço na estrada
É o projeto da casa, é o corpo na cama
É o carro enguiçado, é a lama, é a lama
É um passo, é uma ponte, é um sapo, é uma rã
É um resto de mato, na luz da manhã
São as águas de março fechando o verão
É a promessa de vida no teu coração
É uma cobra, é um pau, é João, é José
É um espinho na mão, é um corte no pé
São as águas de março fechando o verão,
É a promessa de vida no teu coração
É pau, é pedra, é o fim do caminho
É um resto de toco, é um pouco sozinho
É um passo, é uma ponte, é um sapo, é uma rã
É um belo horizonte, é uma febre terçã
São as águas de março fechando o verão
É a promessa de vida no teu coração
Pau, pedra, fim, caminho
Resto, toco, pouco, sozinho
Caco, vidro, vida, sol, noite, morte, laço, anzol
São as águas de março fechando o verão
É a promessa de vida no teu coração.
Manuel, tu sonrisa irónica, tu melancolía, tu dolor. Y tu sonrisa abierta cuando de vez en cuando te decía que alguna cosa estaba bien mantida. Usabas esta palabra para definir los árboles hermosos y con buen porte que nos encontrábamos. Manuel, tus acuarelas, tu ventana, las huertas y los vinos. Manuel, tu silencio siempre en alerta. Manuel, tu forma sencilla de convivir en en la naturaleza, tu vínculo con ella. Yo estoy on line con la naturaleza, nos decías. Tu concepto del tiempo como algo que sucede no como algo que pasa. Manuel, tu forma de retirarte. Manuel, por compartir una siesta a 35 grados bajo un carballo. Manuel, por ser tú mi maestro de ceremonias en ese bautizo en pelotas bajo la hermosa cascada en el paraje de O Carabullo, en la Ribeira Sacra. Manuel, por las noches y tu vitalidad de búho. Manuel, por quienes saben del gozo de eso días de atrás. Manuel, por tu forma tan galante de esa forma de bailar la canción que añado. Manuel, por tus ojos. Manuel, por tu forma de comulgar con el aire, por saber olerlo tan bien. Manuel, por nuestro abrazo. 
Aquí mismo, ya que no lo hice ayer en persona, quiero agradecer a Juan Carlos Mestre esa manera tan singular de dedicar con dibujos, en este caso con acuarela, sus libros. Pasad por sus poemas, por la vitalidad dichosa de sus palabras, por la argamasa que sabe hacer con la palabra y con lo que significa la tierra en su vivida porosidad. 'Antífona de Otoño ' es unos de sus mejores libros donde Amancio Prada pone voz grave a algunos de sus poemas. Su Nostalgia, por ejemplo:
Se le da muy bien a la retama habitar terrenos áridos. Creo que Leopardi se excedió al considerar las laderas del Vesubio como desierto. Os puedo asegurar que este año pisé el desierto de verdad, el de arena, y ni rastro de retamas. Ese poema de Leopardi, del que existen muchas versiones es muy recomendable y bueno. Tan sólo quería hoy rebozar un poquito este cuaderno de ese pecho que tiene la retama donde olor y color se vierten a raudales.

